A renda das mulheres no mercado formal da região metropolitana de São Paulo ficou 12% menor, entre 2000 e 2009, segundo dados divulgados pela Fundação Seade/Dieese. No período, a renda passou de R$ 1.180 para R$ 1.030, enquanto a participação feminina no mercado de trabalho aumentou - de 52,7% (em 2000) para 55,9% (em 2009).
Essa mudança, com aumento no número de empregos e redução dos salários, é vista como um novo modelo no mercado de trabalho, segundo Márcia Guerra, analista da Fundação Seade.
- Houve ganho de produtividade de um período a outro. O mercado, que era mais restritivo, expandiu. Há mais gente trabalhando com carteira assinada.
A redução da taxa de desemprego, pelo sexto ano consecutivo, ocorreu com menor intensidade do que os anos anteriores, passando de 16,5%, em 2008, para 16,2% em 2009. Entre os homens, no entanto, o desemprego aumentou de 10,7% para 11,6%. O resultado mostra que o crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho reduziu a diferença em relação aos homens.
O crescimento do emprego formal ocorreu de forma mais acentuada entre as mulheres (4,9%) do que para os homens (2,5%). Porém, as trabalhadoras negras ainda continuam recebendo menos do que as não-negras em todos os setores da economia. O salário médio das negras caiu 6% (de R$ 756 em 2000 para R$ 712 em 2009), enquanto a renda média das não-negras diminuiu em 12,5% (de R$ 1.381 em 2000 para R$ 1.209) em 2009.











